quarta-feira, 6 de maio de 2015

As cores dos fogos de artifícios



   A QUÍMICA EXPLICA: Como são produzidas as cores de fogos de artifício!
   As cores produzidas em um show de fogos de artifício são produzidas a partir de dois fenômenos, a incandescência e a luminescência.
   A incandescência é a luz produzida pelo aquecimento de substâncias. Quando se aquece um metal, por exemplo, ele passa a emitir radiação infravermelha, que vai se modificando até se tornar radiação visível na cor branca. Isso irá depender de qual temperatura é atingida. Um exemplo de incandescência são as lâmpadas incandescentes, onde existe um filamento de tungstênio que é aquecido e passa a produzir luz, a partir da incandescência. Este fenômeno é, também, visto nos fogos de artifício, nos quais são utilizados metais como o alumínio e magnésio, que ao queimarem produzem alta claridade.
   A luminescência é a luz produzida a partir emissão de energia, na forma de luz, por um elétron excitado, que volta para o nível de energia menos energético de um átomo.
   Este fenômeno, a luminescência, pode ser explicado da seguinte forma: 1) Um átomo, de um elemento químico qualquer, possui elétrons em níveis de energia. Ao receber energia, estes elétrons são excitados, ou seja, são promovidos a níveis de energia mais elevados. A quantidade de energia absorvida por um elétron é quantizada, ou melhor, é sempre em quantidades precisas, não podendo ser acumulada. 2) O elétron excitado tem a tendência de voltar para o nível menos energético, pois é mais estável. Quando ocorre esta passagem, do nível mais energético para o menos, ocorre também a liberação da energia absorvida, só que agora, na forma de um fóton, ou seja, na forma de luz. 
   A luminescência é uma característica de cada elemento químico. Ou seja, átomos de sódio quando aquecido, emitem luz amarela, pela luminescência. Já os átomos de estrôncio e lítio produzem luz vermelha. Os de bário produzem luz verde e assim por diante.
   Os fogos de artifício utilizam deste fenômeno e desta variedade, uma vez que há fogos das mais diversas cores. No entanto, nos fogos de artifício são utilizados sais destes elementos químicos, pois o elemento puro, é muitas vezes, reativo.  Na tabela a seguir, há uma relação entre as cores e os sais dos elementos químicos utilizados para a sua produção.



Fonte: http://www.quiprocura.net/fogo.htm

Por: Tainá Vinente

sexta-feira, 24 de abril de 2015

A tal origem da uva sem caroço.

Por: Silvia Mota.
  
  Você já deve ter se perguntado: "Como as uvas sem semente surgem?"; "Se elas não tem sementes, como podem ter reprodução?". Então, é isso que vim lhe ajudar a entender.
  As uvas sem sementes foram “inventadas” através de mutação genética, ou seja, são geneticamente modificadas. Esse processo já existe há bastante tempo e hoje em dia, existe uma boa chance de que o único tipo de uva disponível no supermercado seja essa sem sementes, tecnicamente chamadas de “apirênicas”.
  Uvas sem caroço podem ser obtidas de duas maneiras: por partenocarpia (em que ocorre a produção natural ou induzida artificialmente de frutos que se formam sem fertilização, assim as sementes não irão se desenvolver), ou por estenoespermocarpia, (em que ocorre a fecundação, mas os embriões são abortados). No último caso, há vestígios de sementes rudimentares, ou seja, sementes as sementes existem, mas um erro genético impossibilita a formação da camada exterior endurecida tal como existem nas sementes tradicionais.
  Mas sem sementes como se dá origem a uma nova plantação? Bem, as novas videiras são obtidas através de mudas, originadas lá da primeira videira com mutação genética. Um pedaço ou um ramo de uma videira é cortado, imerso em hormônio de crescimento e em seguida posto em uma lama úmida. Assim, as raízes e folhas se formam. Pelo fato de que elas vêm de cortes, as novas videiras são basicamente clones da videira original. As variedades de uvas apirênicas mais antigas são a Black Corinto e a SultaninaSegundo o pesquisador, atualmente existem mais de 100 cultivares de uvas sem caroços.
Fonte de apoio: http://super.abril.com.br/blogs/oraculo/qual-e-a-origem-da-uva-sem-caroco
Por que os cabelos ficam brancos com a idade?
     De acordo com as atuais teorias do envelhecimento, cabelos brancos surgem quando as estruturas que compõem as células se oxidam devido à ação dos radicais livres - tipos reativos de oxigênio capazes de provocar danos celulares. Os radicais livres são moléculas instáveis, com número ímpar de elétrons (partículas atômicas de carga negativa), que podem desequilibrar as funções celulares. No organismo, milhares de radicais livres, provenientes sobretudo do oxigênio (elemento vital para a transformação dos alimentos em energia) são formados e destruídos a cada minuto. A destruição é operada por antioxidantes naturais (as vitaminas C e E e as enzimas superóxido dismutase e catalase). Assim, mais de 95% do oxigênio absorvido na respiração são transformados em água no interior das células, enquanto os 5% restantes passam por outras etapas antes disso e permanecem sob a forma de radicais livres. A poluição ambiental, os maus hábitos alimentares, a vida sedentária e a própria idade contribuem para o aumento na produção dos radicais livres, que facilitam o surgimento de doenças e o envelhecimento precoce.
     Até os 40/45 anos de idade, geralmente o organismo consegue vencer a luta contra os radicais livres, retirando-os da circulação sem grandes dificuldades. Depois, contudo, eles livres tendem a se acumular gradualmente no organismo, contribuindo para o surgimento não só de cabelos brancos como de doenças degenerativas (arterioesclerose e câncer), problemas nas articulações (reumatismo e artrose) e alterações na pele (rugas e manchas senis).
     Às vezes, os cabelos embranquecem precocemente, em geral quando, além de ter predisposição genética para isso, a pessoa enfrenta problemas particulares graves. Numa situação de estresse emocional, por exemplo, o organismo libera grande quantidade de adrenalina, substância altamente oxidante que contribui para o aumento dos radicais livres na corrente sangüínea - e daí, para o surgimento de cabelos brancos.                                                                                                         Ingrid Rafaela Lopes falcao

Cebola e lágrimas

Qual a relação enutre a química e as lágrimas que surgem quando cortamos cebolas? A química está envolvida desde o cheiro até a reação que provoca em nossos globos oculares, a cebola possui várias substâncias químicas que estimulam nosso olfato, paladar e infelizmente nossos olhos.

Vamos começar pelo cheiro, qual composto é responsável por aquele delicioso cheirinho de cebola frita na manteiga? São os óxidos sulfúricos derivados do ácido sulfúrico (H2SO4).

Agora para explicar sobre as lágrimas precisamos ir um pouco além. Quando realizamos o corte de uma cebola, esta libera enzimas denominadas de alinases, estas por sua vez reagem com o óxido sulfúrico já presente na estrutura da cebola. A reação dá origem ao ácido sulfínico que, por ser pouco estável, acaba se transformando em um gás volátil.

O gás obtido na reação ao se volatilizar chega até os olhos provocando uma reação desagradável nos terminais nervosos da córnea, e para se defender estes terminais ativam as glândulas lacrimais, estas por sua vez liberam as lágrimas: a hora do choro!

Existem diversas maneiras de prevenir este aborrecimento, um deles é cortar as cebolas utilizando o ventilador. Ligue um ventilador ao seu lado e em direção transversal apontado para a cebola de modo que o gás não chegue aos seus olhos, faça o teste e constate o que foi exposto aqui.
Bruna Cleumara.